ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 20/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação e saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o desafio das desigualdades entre as regiões do Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a ànalise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais, para combater o desafio dereduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil. Nesse sentido, tal problema vem permeante a sociedade, culminando uma série de problemas. Essa conjuntura, segundo as ideais do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma do “contrato social” , já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação e saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é mister apontar as taxas de analfabetismo e a distribuição de renda como impulsionadores dos diferenças sociais nas regiões do Brasil. Segundo a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo Simmel - o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Sob essa ótica, entende-se que o cidadão inclina-se a adotar essa “Atitude” com as diferenças sociais das regiões do Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescíndivel que o Governo Federal, por intermédio de campanhas e palestras educacionais nas escolas, crie planos estudantis e incentivos para a profissionalização de jovens e adultos nas regiões defictárias. A fim, de estabelecer equidade para as regiões do país, havendo harmonia em seu desenvolvimento. Assim, torna-se-à possível a contrução de uma sociedade mais empática, permeada pela efetivação dos elementos elencados pela Magna carta.