ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 21/08/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 o direito à educação, saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a desigualdade social entre regiões do brasil, dificultando deste modo a universalização desses direitos sociais tão importantes.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade entre regiões do país. Nesse sentido, podemos ver extrema pobreza em determinadas regiões brasileiras pela falta de desenvolvimento nos sentidos da saúde, educação. Essa conjuntura segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde e educação, o que infelizmente não está disponível a todos no país Ademais é fundamental apontar a negação governamental para auxiliar as regiões menos desenvolvidas do país como impulsionador desse diferencial no brasil.

Nesse ranking da desigualdade, o Brasil apresenta 0,539 pelo índice de Gini, e a alta na desigualdade do Nordeste, que passou de 0,545 para 0,559, assim se tornando a região mais desigual do país. Se enquadrando entre os dez países mais desiguais do mundo. Logo, é inadmissível que esse senário continue a perdurar Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos.

Para isso é imprescindível que os órgãos governamentais que são responsáveis pela saúde educação, por meio de aumentar seu alcance para áreas menos estruturadas com escolas e hospitais, o governo deve para pagar um auxílio emergencial as famílias em piores condições até poderem estruturar essas regiões. assim, se consolidara uma sociedade mais igualitária nas oportunidades de ensino e saúde, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como diz John Locke.