ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 20/08/2021
O Brasil é um país vasto, tanto em território quanto em cultura. Isso, somado a uma política pública nacional completamente negacionista às suas raízes e sempre pendente ao lado branco e elitista, gera uma inevitável e estrutural desigualdade entre as diversas regiões do Brasil, principalmente entre os centros Sul-Sudeste e Norte-Nordeste.
Essa desigualdade está relacionada a uma negligência por parte da política do Governo Federal para com demandas básicas das regiões Norte e Nordeste, como, por exemplo, educação e infraestrutura. No quesito escolaridade, essas regiões têm índices alarmantes. De acordo com um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 52,6% da população do Norte e Nordeste terminou o ensino fundamental, enquanto no Sudeste, 51,1% chegam ao ensino médio. Além disso, este mesmo levantamento aponta que o Nordeste tem o maior índice de analfabetismo do país, de 14,5% (sendo a média nacional de 7,2%).
Essa precariedade no ensino nas regiões Norte e Nordeste traz diversas consequências relacionadas ao estilo de vida da população. De acordo com outra pesquisa do IBGE, estas duas regiões, somadas, concentram 74% das pessoas em situação de pobreza do país. Em contraponto, a região com menor índice foi o Sul, com 2,5%.
A desigualdade entre os dois extremos do país é evidente não só em números, mas também na disparidade que existe entre as vivências presentes nas diferentes regiões do Brasil. Para reverter esse cenário, é preciso uma implementação rigorosa e efetiva vinda da esfera pública para trazer mais infraestrutura e acessibilidade ao sistema de ensino nortista-nordestino, além de políticas e intervenções governamentais que procurem proteger e auxiliar pessoas em situações de pobreza e em outras situações de vulnerabilidade.