ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 21/08/2021
Na obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é realizado a vida miserável de uma família explorada pelo homem no Sertão Nordestino. Fora do romance, na situação de hoje, muita gente conhece esse lado negro da sociedade brasileira. Porém, em algumas regiões do Brasil, essa prática é mais intensa, comprovando como diferenças entre as extremos dessas regiões. Nessa perspectiva, os acontecimentos históricos que hoje destacam o espaço conhecido, bem como a falta de políticas públicas, tornado-se motivos claros dessa desigualdade.
A priori, a existência de uma conexão com os fatos que produziram na comunidade pode ser considerada um entrave à consolidação da solução. Segundo Claude Lévi-Strauss, a correta interpretação do coletivo se dá pela compreensão das informações que compõem o corpo social. Portanto, ao analisar o período imperial, pode-se perceber uma conexão com a realidade. Sob esse preconceito, o assentimento da família real do Rio de Janeiro no sudeste do Brasil não só o revolucionou, mas também mudou completamente todos os lugares ao redor, trazendo universidades, bibliotecas públicas, hospitais e assim por diante. Nesse sentido, enquanto essa região se mantém, outras regiões foram esquecidas e marginalizadas, como o Norte e o Nordeste.
Em segundo plano, a não intervenção de agências administradas é o principal impasse na solução do problema. Coerente com Aristóteles, a política deve ser usada de forma que, por meio da justiça, alcance o equilíbrio da sociedade. Portanto, atualmente, o próprio país tem parcialidade, o que beneficia regiões economicamente mais importantes e abandona outras regiões. Nesse sentido, não foi observado o antagonismo pautado pelos filósofos, levando ao desequilíbrio social, que é o que vivemos hoje.
Portanto, infere-se que o desafio de reduzir a desigualdade entre as regiões brasileiras é um problema. Portanto, é necessário que o Tribunal de Contas da União destine recursos, por meio do Ministério da Economia, para ajudar pessoas que vivem em áreas subdesenvolvidas, isentar empresas que atuam nessas áreas e construir novos projetos de incentivo à cultura. Atividades para diminuir essa diferença na comunidade. Só assim a vida, de outra forma enfadonha, florescerá.