ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 05/09/2021

No livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é retratada a vida de uma família nordestina, que  acometida pela seca, andam pelo território semiárido em busca de melhores perspectivas de vida. De maneira similar, hodiernamente, regiões carentes de atenção governamental, enfrentam adversidades avassaladoras. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: A distância das regiões desenvolvidas e a desigualdade estrutural.

Sob esse viés, é evidente que grande parte dos monopólios comerciais e industriais estão concentrados na região suldeste, aspecto que dificulta entregas de compras feitas pela internet a áreas com menor densidade demográfica e maior ruralização. Desse modo, a sociedade contemporânea funciona analogamennte ao emaranhamento quântico, fenômeno físico que interliga partículas, de forma que qualquer alteração em um impacta aos demais. Sendo assim, as desigualdades entre as regiões do Brasil é um problema que afeta a dinâmica social, de modo que os acometidos por este mal, tem seu direito de acesso a produtos corrompido, uma vez que existem dificuldades de democratização a estes.

Ademais, é notório que há demasiada concentração do capital em mãos de poucos, e, consequentemente, quase uma ‘‘condenação’’ à pobreza aos emancipados de recursos essenciais à subsistência humana. Dessa forma, desde o período Brasil Colônia, os latifúndios foram distribuidos errôneamente, acumulando em mão dos Coronéis, grandes fazendeiros que configuravam a elite brasileira à época. Sendo assim, aspectos de séculos antecessores evidenciam a formação incoerente do Estado brasileiro, este que se montra na contemporaneidade elitista e excludente.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que venham conter as desigualdades entre as regiões do Brasil. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, contribuir com auxílios monetários aos necessitados e ampliar a capacidade de entregas de compras feitas online em cidades interioranas, por meio de políticas de integração regional, a fim de que exista uma sociedade mais igualitária e recíproca. Somente assim, uma sociedade marcada pela disigualdade  há de ter regiões justas e includentes.