ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 15/09/2021

A vinda da família real portuguesa ao Brasil, durante o século XIX, favoreceu a aceleração do desenvolvimento econômico no Rio de Janeiro. Contudo, apenas a região Sudeste foi favorecida e esses investimentos, mesmo durante os séculos, raramente se estenderam para outros territórios regionais. As concentrações de investimentos em determinados locais são as principais fomentadoras para as faltas de oportunidades e, consequentemente, para o surgimento da pobreza aos moradores distantes desses polos econômicos. Por conseguinte, delibera-se acerca dos desafios de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil.

Em primeiro lugar, é fundamental assertar que este é um dilema enraizado na história da nação. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, o Estado criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) com o objetivo de descentralizar as indústrias e expandir a economia na região. No entanto, o programa foi fechado em 2001 pelas diversas denúncias de corrupções. Inclusive, durante todos esses anos do projeto, as emigrações e misérias do Nordeste nunca cessaram, de acordo com o livro de Celso Furtado, “A Operação Nordeste”. Desse modo, depreende-se que nenhum governo foi capaz de amenizar de fato a carestia daquele local.

Ademais, é mister apontar o preocupante avanço das desigualdades no país. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto o Sudeste possui 55% de participação no PIB nacional, o Nordeste envolve-se com apenas 5%. Além disso, outra estatística da mesma fonte, do ano de 2020, é a de que o Brasil é o quinto país mais desigual do mundo. Dessarte, são urgentes ações públicas para intervir na continuação dessa constante pobreza neste país com tanto potencial econômico.

Em síntese, é imprescindível que o Ministério da Economia, órgão federal responsável pela administração financeira nacional, amplie estratégias de rendas mínimas às regiões mais pobres do Brasil, como o aumento do Bolsa Família e permanência do Auxílio Emergencial aos mais carentes mesmo após a pandemia, por exemplo. Essas ações devem ser feitas por meio de verbas governamentais a fim de aumentar as oportunidades de desenvolvimento econômico e, consequentemente, uma melhoria significativa na qualidade de vida da população brasileira.