ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 04/10/2021
O art. 3º, III, da Constituição Federal, estabelece que constitui objetivo da República Brasileira, dentre outros, a redução das desigualdades sociais e regionais.Contudo, as disparidades entre as próprias Regiões brasileiras demonstram como ainda existem desafios a serem superados devido às desigualdades presentes nas unidades da federação. Desse modo, nota-se que isso é fruto de um legado histórico e de uma negligência quanto à necessidade de investimentos governamentais.
Em primeira análise, nota-se que as Regiões brasileiras passaram a contar com maiores diferenças no nível de desenvolvimento quando o Rio de Janeiro passou a ser a capital do império. Frente a esse cenário, houve uma concentração populacional, que favoreceu o surgimento de um polo tecnológico e parcialmente desenvolvido, que pôs de lado os esforços no restante do país. Como consequência, segundo o IBGE, até os anos 2000 as partes Norte e Nordeste apresentavam IDH inferior a 0,500; comparando-se aos índices de desenvolvimento de países subdesenvolvidos.
Ademais, é válido salientar que a desigualdade regional só passou a ser um assunto social no início do século XX, quando obras como Os Sertões de Euclides da Cunha começaram a circular no país. Logo após, foi possível perceber uma denúncia feita pelo movimento pré-modernista: a falta de investimento por parte da União naquilo que de fato era o Brasil. Mesmo que o ocorrido não seja contemporâneo, a crítica ainda é valida, uma vez que o Governo Federal demonstra relativo desleixo quanto a necessidade de maior empenho naquilo que não faz parte do Sudeste.
Portanto, frente essa problemática, é urgente que o Ministério do Desenvolvimento Regional atue mais efetivamente na promoção de atividades econômicas próprias de cada estado; de forma a auxiliar economicamente um progresso mais independente e certeiro. Ainda, cabe a mídia denunciar - como já feito por Euclides da Cunha - o descaso no desenvolvimento equânime das regiões brasileiras por meio dos jornais a fim de instigar o descontentamento popular e consequentemente forçar maior atuação da União na resolução do problema.