ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 02/10/2021
Ineficiência do Estado. Fracasso educacional. Descaso com a população. Entre os fatores pertinentes ao desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil, é possível afirmar que, infelizmente, a falta de estímulos ao desenvolvimento econômico destaca-se como um perigoso entrave nacional. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas e possível medida para atenuar essa problemática em nossos dias.
Cabe ressaltar de início, que a ausência de políticas públicas para promover o crescimento regional representa um dos motivadores do impasse. De acordo com Yuak Harari que descreve, no livro Sapiens: uma breve história da humanidade, a importância da revolução científica no processo formador da sociedade, o que, diante disso, evidencia a relevância das ações governamentais na redução da estratificação financeira entre os estados. É, pois, inadmissível que um país oficialmente democrático não seja capaz de elaborar medidas eficientes para prevenir a imensa disparidade entre as localidades, o que demonstra a dificuldade de planejamento a longo prazo dos governantes.
Além disso, pode-se constatar que a atual e frustrante metodologia de ensino em relação ao conhecimento socioeconômico é outro fator a ser debatido. Conforme o pedagogo e filósofo brasileiro do século XX Paulo Freire, ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, as pessoas se educam reciprocamente pelo mundo. Nesse caso, a carência de disciplinas, nas escolas, sobre a importância regional no progresso econômico torna o combate a essa prática inútil. Percebe-se, assim, como inaceitável que o Estado não seja capaz de garantir o acesso à educação de qualidade, que aborde os temas contemporâneos, o que é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1989 a todos cidadãos.
A fim de confirmar a percepção teórica do livro Sapiens e validar a tese de Paulo Freire, cabe ao governo federal, portanto, mobilizar o Ministério da Economia, em consonância com o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei enviado ao Congresso Nacional, com medicas para modificar os fatores atrelados à baixa ascensão monetária dos Estados, além de incorporar na base comum curricular matérias referentes à educação financeira e à evolução regional. Espera-se, com isso, impedir a elevação da taxa das desigualdades nas cidades brasileiras e modificar o ensino regular do país.