ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 23/09/2022

Sob tal viés, cabe notar, primeiramente, que os eventos históricos que resultaram na criação do país foram fundamentais para aprofundar essas desigualdades. Nesse contexto, observa-se que, durante o período colonial, os principais alvos exploratórios foram as regiões Sul e Sudeste, tornando-as os principais focos do desenvolvimento industrial e grandes polos de povoamento. Entretanto, apesar do crescimento econômico que tais fatos propiciaram ao Brasil, as demais regiões foram quase completamente negligenciadas por anos. Logo, é nítido que as raízes históricas brasileiras fomentaram as desigualdades hoje existentes entre as regiões nacionais.

Além disso, ressalta-se a escassez de investimentos governamentais que visem sanar essas discrepâncias duradouras. Nessa perspectiva, é evidente que, apesar de a construção de uma sociedade justa e igualitária constar como objetivo fundamental na Constituição Federal, falta investimento por parte dos governantes. Dessa maneira, a despeito da criação de órgãos e projetos de lei que visassem a redução dessas desigualdades, a ausência de verba dificulta a realização de seu potencial. Desse modo, é nítido que somente o estabelecimento de diretrizes e de instituições com esse fim são insuficientes sem o apoio político e financeiro adequados para tirá-los do papel e gerar resultados satisfatórios.

Portanto, conclui-se que os desafios para se reduzir as deigualdades entre as regiões brasileiras decorrem do desenvolvimento histórico desigual e da negligência estatal. Por esse motivo, é fundamental que o Governo Federal, responsável por todos sob sua tutela, invista de forma igualitária e equilibrada nas diferentes regiões do país por meio da redistribuição monetária para os já existentes fundos e órgãos que visam o combate dessas disparidades. Além disso, cabe também aos Ministérios da Economia e do Desenvolvimento, a aplicação adequada desses investimentos por meio da criação de empregos para a geração de renda e da melhora da infraestrutura desses locais, permitindo o desenvolvimento das demais regiões. Somente assim, a desproporção hoje existente poderá ser atenuada, permitindo o desenvolvimento justo e igualitário do país.