ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 20/10/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê que o Estado deve promover a igualdade política, social e cultural à população. Porém, não é essa a realidade do Brasil nos dias de hoje. Por exemplo, segundo o IBGE, em 2011 o Sudeste representava 55,4% de todo PIB brasileiro, enquanto, a região Norte apenas 5,4%. Dessa forma, fica claro uma grande desigualdade entre as regiões do Brasil, algo que foi gerada a partir de fatores históricos, desde a chegada da família real até o Brasil Republica, e as suas consequências podem ser vistas até hoje.

Em primeiro lugar, no século XIX com a chegada da família real no Brasil, mais especificamente, no Rio de Janeiro, iniciou-se um processo de ampliação da desigualdade no território. Logo, a capital daquela época recebia faculdades, uma biblioteca e melhorias na infraestrutura da cidade, enquanto as cidades mais ao norte do nosso país foram esquecidas e não receberam nenhuma melhoria. A partir disso, podemos notar consequências desses acontecimentos, como por exemplo, o fato da região Sudeste ter as principais e as melhores faculdades do país.

Além disso, há mais de um século, durante o período conhecido por República Velha, ocorreu por mais de 30 anos a Política do Café com Leite, que era a alternância do cargo de presidente entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. Logo, essa época ficou marcada pela dominância entre apenas dois estados da mesma região, algo que obviamente favoreceu apenas eles. Além de tudo, durante toda a história do Brasil, só houveram sete presidentes do Nordeste, um do Centro-Oeste e nenhum do Norte. Portanto, fica nítido como há anos o governo do nosso país esteve centralizado apenas em uma região e deixando outras de lado, apenas intensificando a desigualdade entre as regiões.

Deste modo, cabe ao Governo junto do Ministério da Economia, adotar medidas para atrair e incentivar empresas se instalarem nas regiões do Norte e Nordeste. A fim de, desenvolver economicamente, industrialmente e tecnologicamente essas regiões para erradicar cada vez mais as desigualdades regionais no Brasil, principalmente as sociais e políticas que são previstas na Constituição.