ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 03/11/2021

‘‘O amor por princípio, a ordem por base;o progresso por fim’’. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Auguste Comte, inpirou a frase política ‘‘Ordem e Progresso’’, exposto na célebre bandeira nacional. No entando, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese a máxima do símbolo pátrio, uma vez que a desigualdade entre regiões - grave problema a ser enfrentado pela sociedade - resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a negligência do Estado, como a falta de empatia - reflexo do individualismo - solidificam tal mazela.

A princípio, é interessante pontuar a negligência estatal como uma das causadoras do problema no país. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei. Nesse sentido, imagina-se que haja a equidade economico-social no que diz respeito as regiões Norte e Nordesde em comparação ao Sul e Sudeste. No entando, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, uma vez que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre devido a desassistência governamental no que se refere aos pilares básicos, como saúde, educação, empregabilidade e segurança, pontos esses que se mostram com déficit nessas regiões, causando a fome e infra-estrutura pública defasada. Portanto, é inadmissivel a ineficácia do governo em não defender as garantias básicas da população verde-amarela.

Além disso, a problemática encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso é devido ao fato de que os individuos padecem com a ignorância de não conhecer os direitos básicos garantidos legalmente, resultando na inércia desse cenário nefasto de desigualdade. Na obra ‘‘Modernidade Liquida’’, Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há como consequência a disparidade entre o Indice de Desenvolvimento Urbano e Produto Interno Bruto dessas regiões com as demais do país, revelando a falta de recursos das regiões nortistas do país. Assim, essa liquidez influi sobre a questão das desigualdades, funcionando como um forte empecilho para sua resolução.

Portanto, faz-se mister que o Estado tome medidas capazes de resolver essa problemática. Para isso, é indispensável que o Governo Federal, por meio do Ministério da Cidadania, promova investimentos em cursos técnicos nessas regiões, afim de introduzir os jovens no mercado de trabalho, garantindo a empregabilidade dos mesmos, bem como investir no setor secundário da vida dos indivíduos, a Educação, já que a mesma é o princípio para o desenvolvimento de um estado-nação. Assim, será consolidada uma sociedade em que o Estado cumpre o seu ‘‘contrato social’’ bem com o Brasil caminha rumo à ordem e ao progresso.