ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 17/11/2021
O filme “Que horas ela volta?” retrata duas famílias brasileiras muito distintas: a de Barbara, paulista com bela moradia própria e filho com educação de qualidade garantida; e a de Val, nordestina que teve que se mudar para São Paulo em busca de emprego e mora na casa de sua patroa. Essa obra alude as desigualdades entre as regiões do Brasil, e expõe suas divergências não só culturais, mas também econômicas e políticas. Assim, fica evidente que o governo deve enfrentar os desafios para reduzir essa desigualdade histórica promovendo um desenvolvimento homogêneo, e, enfim, garantir boa qualidade de vida para todos os brasileiros, independente de sua origem geográfica.
Em primeira análise, destaca-se que as desigualdades regionais têm origens históricas na dinâmica colonial. Pois, a principal característica de seus ciclos econômicos era a exportação e seu lucro eram destinado à metrópole e não ao desenvolvimento do mercado interno. Com isso, o país careceu de infraestrutura de transporte e de comunicação, essenciais para a integração territorial. Entretanto, o cenário mudou com o ciclo de café, que trouxe grande investimento em ferrovias e, posteriormente, na industrialização e urbanização paulista. Desse modo, o café privilegiou a região Sudeste e Sul em detrimento das demais, o que reflete, inclusive, nos atuais Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, os quais são menores nas regiões Norte e Nordeste.
Por outro lado, o Brasil possui recursos suficientes para integrar suas regiões e desenvolvê-las igualmente. Tal como disse o pesquisador Milton Santos em uma entrevista: “A integração é mais possível do que era antes. As novas tecnologias são uma formidável promessa.” Nesse viés, a Universidade Federal de Pernambuco investiu em cursos de Tecnologia Informacional que atraiu investimentos internacionais e fez da região um dos maiores tecnopolos do país, o que, consequentemente, aumentou sua qualidade de vida e tornou Recife a melhor capital nordestina para se viver, segundo o portal do UOL. Isso mostra, então, como o Governo Federal é capaz de impulsionar o desenvolvimento de suas regiões, diminuindo, por fim, a desigualdade entre elas.
Infere-se, portanto, que o Governo Federal deve fomentar o desenvolvimento tecnológico de todos os estados brasileiros, por meio de investimento em universidades e institutos tecnológicos, fontes de capital humano (conhecimento do trabalhador que gerará valor econômico para sua empresa), afim de atrair mais investimentos estrangeiro que fortificará os demais âmbitos infraestruturais da região, como moradia e hospitais. Com efeito, todos as regiões brasileiras serão bem amparadas, e a desigualdade entre elas serão reduzidas.