ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 16/11/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para Bandeira Nacional Brasileira, mas também para a nação que, na atualidade, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Infelizmente, entre eles, a desigualdade regional no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Nessa perspectiva, percebe-se que a sociedade brasileira necessita de apoio governamental para solucionar esta problemática.
À luz dessa perspectiva, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa o problema. Isso porque, na Era Vargas - período que deu início a industrialização no país - a concentração das indústrias era âmago na região Sudeste brasileira. Apesar do ínterim entre o governo de Vargas e o contexto hodierno, observa-se que, não apenas no âmbito industrial, mas também no econômico o Sudeste tem vantagem em relação às outras regiões do país. Nesse viés, fica nítido que a negligência do Estado dificulta a atenuação dos problemas relativos à desigualdade entre as regiões.
Outrossim, é igualmente preciso apontar o desinteresse do governo em investir nos estados com menor índice de Produto Interno Bruto (PIB) - termômetro da economia que mensura a atividade econômica de uma região através de cálculos - como outro fator que contribui para a manutenção desse problema. Neste panorama, de acordo com Herbert José de Sousa, sociólogo brasileiro, o desenvolvimento humano só será efetivado quando a sociedade afirmar cinco princípios fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade. Diante de tal exposto, e com dados disponibilizados pelo IBGE, percebe-se que resolvera disparidade do Sudeste em relação aos outros estados se faz imprescindível. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar as desigualdades regionais no Brasil. Dessarte, a fim de promover igualdade entre as regiões, é preciso que o Ministério da Economia, por intermédio de projetos que visem aumentar a produtividade econômica, incluir todas as regiões em programas de adaptação ao modelo de crescimento econômico do país, a fim de reduzir a desigualdade vigente. Espera-se, assim, que o desenvolvimento proposto por Herbert surja, e que a antítese ao símbolo pátrio se delimite apenas ao passado do Brasil.