ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 19/11/2021
Na obra “O Cidadão de papel”, o jornalista Gilberto Dimenstein critica o sistema de leis do Brasil, o qual possui ótima elaboração, mas carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra citada se aplica ao contexto nacional quanto ao desafio de reduzir as desigualdades existentes entre as regiões brasileiras, já que deveria ser garantido o princípio de igualdade. Logo, é necessário medidas para solucionar esse impasse que se encontra em questões históricas e estruturais.
Nesse contexto, é notório como a grande disparidade entre as regiões brasileiras advém desde a história colonial do país. A partir desse raciocínio, o desenvolvimento do Brasil sempre foi construído em torno de ciclos econômicos, como o da cana-de-açucar, do ouro e do café, e todos estiveram concentrados na região litorânea e, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste. Diante disso, é indubitável que essas áreas com maior índice de atividades econômicas naturalmente se tornam mais desenvolvidas e atrativas. Desse modo, infelizmente, ainda se observa o desafio de igualar o crescimento das regiões, pela falta de assitência do governo ao direcionar as verbas e esforços no país, o que acarreta em uma economia deficitária, desigualdade de renda e, assim, menor qualidade de vida para aqueles que sofrem com a carência de investimentos. Destarte, é necessário novas medidas.
Ademais, a falta de estrutura nas localidades brasileiras é um dos desafios para diminuir as disparidades entre as mesmas. Seguindo essa lógica, de acordo com os últimos sensos do IBGE, existem muitas diferenças nos dados das regiões, principalmente em relação ao IDH, que mede a qualidade de vida e a renda per capita dos habitantes e o nível de analfabestismo, que está em torno de 10% a 14% nas regiões Nordeste e Norte, enquanto nas regiões Sul e Sudeste não ultrapassa os 4%. Assim sendo, observa-se como ainda há enormes disparidades entre as áreas do território, em aspectos básicos como atendimento médico, infraestrutura para receber escolas de qualidade e transporte, o que acarreta na piora da condição de vida dos habitantes e, consequentemente, no atraso no desenvolvimento daquela região e do país como um todo. Portanto, é urgente modificações.
Urge, portanto, que o Estado e a sociedade encontrem medidas para enfrentar os desafios de reduzir as desigualdades econômicas entre as regiões do Brasil. Assim, cabe ao Governo Federal, aliado ao IBGE, encontrar em quais setores estão as maiores deficiências regionais do país, por meio de pesquisas aprofundadas em todo o território nacional, para que os esforços sejam melhor direcionados, principalmente nas áreas de serviços básicos como educação e saúde. Além disso, cabe ao Ministério de Infraestrutura estimular a assistência governamental no interior do país, a partir de parcerias com empresas privadas e maiores investimentos. Somente assim, a Constituição será cumprida.