ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 14/02/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos, com os cidadãos gozando da eficiência do Estado. Entretanto, as desiguldades entre as regiões do Brasil dificultam a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e do desinteresse popular.
Inicialmente, é fulcral salientar que a indiligência do Estado é fator determinante para a continuidade da problemática. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, as desigualdades entre as regiões crescem, e se evidenciam, cada vez, mais com a diferenciação na distribuição de recursos e o baixo índice de desenvolvimento entre as populações.
Outrossim, é imperativo apontar o desinteresse popular como impulsionador do embate. De acordo com Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade e generalidade. Nesse viés, a sociedade se distancia gradativamente do embate, e sendo assim responsável pelo mesmo, tendo em vista que a principal ferramenta de mudança da democracia é o corpo social. Nesse sentido, faz-se mister a reformulação da postura estatal e da população de forma urgente.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil. Dessarte, com o intuito de mitigar o imbróglio, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União redistribua o capital, por meio do Ministério da Economia, com o intuito de nivelar os recursos e trazer igualdade aos cidadãos. Além disso, cabe ao Ministério da Educação instruir, por via de palestras nas escolas e universidades ministradas, por economistas e profissionais, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e seja mais ativo nas questões comuns ao povo. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.