ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 01/08/2022
O Brasil, desde sua colonização no século XVI, é vítima de uma distribuição de renda regional desigual. Com o passar do tempo, tal problemática ainda persiste e se acentua devido a falta de investimento de políticas públicas no âmbito da saúde e educação nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo.
Devido ao fato da região Sudeste ter sido a primeira fração da terra brasileira a receber capitais portugueses no século XVI afim de originar colônias, as regiões adjacentes permaneceram-se em segundo plano aos olhos de Portugal. Evidentemente, as frações de terra colonizadas foram ocupadas por europeus, fator esse que contribuiu para que a região recebesse tecnologias portuguesas e holandesas, aumentando o investimento econômico a partir de sua industrialização. Já as demais regiões receberam seu desenvolvimento e investimento tecnológico por colonos europeus com o passar dos anos, de acordo com seus interesses capitais. Esse investimento monetário veio de maneira tardia se comparado ao Sudeste, o que evidenciou uma desigualdade de capital entre as terras do Brasil que é refletida até a república do século XXI.
De acordo com o IDH, as regiões Norte e Nordeste são os locais com as piores qualidades de vida do país, e são justamente essas que menos recebem investimentos públicos na educação e saúde, por exemplo. Tal problemática reflete a discrepância de renda per capita entre Sudeste (região levantada pelo IDH com melhor qualidade de vida) e Nordeste, possuindo uma diferença de mais de 9 mil dólares ao ano.
Segundo o Fundo Monetário Internacional, as mudanças no comércio e na tecnologia globais mudaram empregos e indústrias em vários países. Mas os ganhos econômicos provenientes destes não são bem compartilhados. O Brasil possui estados e regiões econômicamente distintos entre si, que a partir da distribuição de investimentos públicos pelo governo federal em associação ao ministério da educação e da saúde, por exemplo, podem reduzir a desigualdade regional afim de gerar uma equidade nacional, com cada estado recebendo recursos necessários baseado nas diferenças socioeconômicas que neles habitam.