ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 08/08/2022

No livro “Vidas Secas”, o autor descreve em detalhes acerca da realidade de vida dos nordestinos brasileiros que são assolados pela miséria. Essa obra retrata um cenário fático das milhares de pessoas que até nos tempos atuais sofrem com a seca e fome. Nessa relação de disparidade econômica entre áreas do Brasil, estão inseridas causas como o desemprego e a concentração industrial em certa áreas. Desse modo, fica claro que as desigualdades sociais no país são ainda mais acentuadas em determinadas localidades e necessitam de atenção governamental.

Convém ressaltar, sob essa perspectiva, que uma das desigualdades mais marcantes no Brasil é a econômica. Afinal, enquanto algumas classes sociais ostentam muito acima do que realmente necessitam, outras mal têm o próprio sustento. Essa realidade teve exemplificação de destaque durante a década de 70 do século XX, quando moradores do interior do Nordeste se viram obrigados a se alimentar de ratos e beber água insalubre por tamanha ser sua pobreza. Assim, é possível observar que o romance literário de Graciliano Ramos citado anteriormente não se limita a ficção e tangencia uma crua realidade.

Salienta-se, igualmente, que a má distribuição de renda vivenciada no Brasil corresponde ao desenvolvimento industrial de cada região. Afinal, de forma inversamente proporcional ao Norte e Nordeste, as regiões Sul e Sudeste do país são as que possuem maior concentração de renda. Isso ocorre em razão da notável industrialização que pertence a referida área, logo haverá por consequência um menor índice de desemprego. Na medida que há demanda de serviços profissionais e suas respectivas contratações, existirá também movimento de capital financeiro na localidade. Portanto, para ser possível uma nação com menos desigualdade social, é relevante a atenção do Estado para todas as regiões.

Diante do exposto, nota-se que medidas precisam ser tomadas para assegurar melhores condições de vida aos brasileiros. Para tanto, é imprescindível que o presidente da República, com suas atribuições definidas pela CRFB/88, direcione verba pública para o fomento do desenvolvimento industrial no Norte e Nordeste do país, com o fito de gerar emprego e renda para as populações locais, por meio de parceria com os respectivos governadores dos Estados.