ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 16/09/2022
No preâmbulo da Carta Magna brasileira, definiu-se o Estado Democrático como imprescindível ao exercício da cidadania. Hodiernamente, contudo, a prevalência de desigualdades entre regiões brasileiras, por exemplo, configura uma realidade à margem da democracia. Neste ponto, a redução das desigualdades regionais, no Brasil, representa ainda enormes desafios. Sendo assim, cabe analisar os desafios confrontados para reduzir a problemática: a concentração de renda e a globalização.
Precipuamente, é imperativo ressaltar que a centralização de riquezas no Brasil contribui para essa discrepância. Nesse sentido, na Ditadura Militar - período que vai de 1964 a 1985 - houve o chamado Milagre Econômico, que promoveu o crescimento econômico do país, no entanto, ficou exclusivo à elite e aos militares. Por essa razão, a desigualdade social se fortaleceu no país, principalmente, em regiões como o Nordeste e Norte, em que o subdesenvolvimento é explícito à medida que constata-se uma maior precariedade na saúde e educação, se comparado às regiões mais avançadas, a exemplo do Sul e do Sudeste. Dessarte, a concentração de bens em locais economicamente avançados assegura a marginalização das demais regiões.
Outrossim, a exclusiva ambição por lucro é parte elementar do problema. Acerca disso, destaca-se um princípio ético fundamental da filosofia de Eric Voegelin, do qual se deduz que o egocentrismo prejudica a preservação da prosperidade coletiva. Assim sendo, em análise realizada pela revista “Exame”, verificou-se que nos últimos anos, fundos imobiliários, visando somente o enriquecimento, maximizavam as desigualdades regionais ao restringirem investimentos à determinadas áreas do território brasileiro, para burlar o pagamento de benefícios trabalhistas. Logo, desrespeita-se, os interesses individuais.
Infere-se, portanto, a necessidade de extinguir os obstáculos supracitados. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Economia - órgão responsável pela política econômica nacional - fortaleça os programas de redistribuição de renda - em especial o Bolsa Família -, por meio do aumento salarial, predispondo do rendimento de um salário mínimo para as famílias mais carentes.