ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 16/10/2022
A musica do grupo de Rap brasileiro Racionais MC’s “Fim de semana no parque” retrata a história de como a perifería tem pouco acesso ao lazer em comparação aos bairros nobres da região metropólitana de São Paulo, atestando a grande desi-gualdade social do brasil. Trazendo isso a escala nacional, o país se mostra cada vez mais desigual entre regiões, como aponta o IDH nacional. Logo, faz-se mister um debate acerca dos catalisadores desse contratempo, como a falta de políticas públicas e a insuficiência legislativa.
Em primeiro lugar, a inércia pública surge como grande protagonista desse re-vés. Segundo o célebre político americano Abraham Lincoln, a política deve servir o povo e não o contrário. Porém, os grandes líderes regionais - aqueles que deveriam cumprir as palavras de Lincoln - pouco fazem para diminuir a desigualdade social entre regiões com planos, metas e investimentos. Isso acarreta no crescimento mais demorado do nordeste e norte, como demonstra o PIB nacional publicado pelo IBGE.
Além disso, outro grande revés é a insuficiência legislativa atual. De acordo com o escritor Gilberto Dimenstein em seu livro “Cidadão de Papel” os direitos previstos na Carta Magna por muitas vezes não alcançam os cidadãos, como o artigo sexto, que garante o alcance à saúde, lazer e educação, mas grande parcela da população de regiões mais pobres não tem acesso. Isso se deve a falta de garantias de existência de canais para promover tais serviços, visto que não existe a garantia que terá hospitais, espaços de cultura ou escolas.
Portanto, medidas tornam-se necessárias para frear tal problemática. O con-gresso Nacional, órgão do Poder Legislativo, deve, através de emendas e reformas, mudar a Constituição. Tal alteração deve abranger metas amplas afim de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil deixando o artigo sexto mais específico quanto a esse problema, garantindo a existência de meios para alavancar a região financeiramente e dando a população local o subsídio necessário para isso, como qualidade de vida, cultura, segurança e saúde, os pilares que faltam em uma região pobre. Espera-se, dessa forma, que todo cidadão se sinta amparado pelo Estado.