ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 22/10/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 3º, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as desigualdades entre as regiões do Brasil, dificultando, deste modo, a realização deste importante objetivo. Diante de tal perspectiva, faz imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro

Em primeira análise deve se ressaltar a ausência do Estado para combater a desigualdade entre regiões brasileiras. Nesse sentido, o tecido social enfrenta a precariedade de seus direitos garantidos por lei, vivendo uma situação comprometedora de sua qualidade de vida, necessitando as vezes mudar de Estado. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como uma sociedade igualitária, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o individualismo como impulsionador da desigualdade entre as regiões brasileiras. Segundo Oscar Wilde ‘‘Egoísmo não e viver da nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos’’. Diante desse exposto o pensamento centrado apenas no lucro dos chefes de grandes empresas os impede de instalarem suas empresas em regiões menos favorecidas economicamente, prejudicando desta forma a distribuição de empregos, ocorrendo desta forma um atraso em se alcançar a igualdade entre as regiões brasileiras. Logo é inadmissível que este cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o ministério da cidadania, por intermédio projetos sociais que estimulem a difusão de empregos, lazer, educação e felicidade para regiões marginalizadas. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública a campanhas que visem atrair mão de obra qualificada, melhorando desta forma a qualidade de vida das regiões brasileiras afetadas pela extrema desigualdade, a fim de consolidar uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu ‘’contrato social’’, tal como afirma John Locke