ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 24/10/2022

O processo de globalização no Brasil iniciou-se em 1990 e tem grande influência na desigualdade social, uma vez que a expansão massiva dos meios tecnológicos e de informação não atinge de forma democrática toda a população brasileira. A partir dessa perspectiva, é possível observar que nos dias atuais ainda existe uma forte disparidade social entre as regiões do Brasil, e como consequência, muitos indivíduos sofrem com o atraso econômico. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil: o descaso governamental e falta de ação da população pela busca de direitos igualitários.

Sob esse viés analítico, é importante destacar que a negligência estatal é um fato preponderante para a ocorrência dessa problemática. Isso decorre do fato, de que assim como pontuado na teoria contratualista proposta por Thomas Hobbes, é dever do estado garantir a harmonia social. Em decorrência dessa indiligência, cria-se um ambiente propício para a desigualdade social, sobretudo, em regiões com maior vulnerabilidade econômica. Deste modo, fica evidente a falha do governo em exercer o equilíbrio perante a sociedade.

Além disso, é válido ressaltar que a apatia da sociedade quanto as transformações no meio político impulsiona a temática em questão. Como descrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Nessa perspectiva, é possível perceber que a população se silencia perante o atraso social e não busca reinvidicação por direitos, visto que essa despreocupação impulsiona a falha governamental. Dessa forma, é imprescindível combater comodismo social para diminuir a desigualdade existente.

É evidente, portanto, a necessidade de medidas que solucionem as desigualdades existentes nas regiões do Brasil. Por isso, o Poder Público - órgão responsável pelos interesses sociais - deve, por meio da fiscalização dos poderes estatais, pressionar o Estado no que se refere à melhora na infraestrutura das regiões com maior atraso econômico, a fim de minimizar o quadro de desigualdade social no país. Assim, com a concretização dessas ações, espera-se que os avanços da globalização se torne uma realidade para a toda a população brasileira.