ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 26/10/2022

Com a promulgação da constituição de 1988, o indivíduo brasileiro, independente da classe social, torna-se apto à dignidade humana por meio do acesso à moradia protegida por lei e de responsabilidade do estado. Entretanto, no Brasil vigente sabemos que mais de 60 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza no país, sendo sua maior proporção em estados do norte-nordeste do país, segundo jornal Hoje Em Dia, demonstrando como a desigualdade está fortemente ligada as regiões do país. Desta forma, as causas são várias mas se destacam a luta de classe e a perda da dignidade na política.

Inegávelmente, as regiões sudeste e sul do país foram mais desenvolvidas ao longo do Brasil colônia acumulando capital nessas regiões. Desta forma, o soció-logo Karl Marx relata que as desigualdade são diretamente proporcionais ao acúmulo de capital, os quais aqueles possuintes de maior poder aquisitivo torna-se digno das melhores oportunidades. Todavia, é de nosso dever comparar como o norte-nordeste foi esquecido após o colhimento das grandes jazidas de ouro no sudeste do país.

Infelizmente, já deixou de ser distopia o fato das cidades em que mais ocorrem homicídios e roubos pertecem as regiões menos favorecidas pelo governo atual. De maneira belíssima, Hannah Arendt relata como a falta de atenção ao coletivo e com o mergulho narcísmico de políticos deixou forma-se uma necropolítica em que é decidido quem vive e quem morre nessas cidades com justificativas falsas de que essas regiões são gorvernadas por partidos contrários ao atual, segundo o Uol noticias.

Logo, sem a quebra do contrato social, é indenfensável que a dignidade humana deve ser de livre acesso a todos independente da região de nascença. Assim, é de se esperar por parte do Ministério da Fazenda ajustes e maneiras de favorecer o mais pobre perante esse cenário miserável, e também por parte do Ministério da educação a implantação da microfísica do poder, ideia aprofundada por michel foucault, em que salas de aulas por muitas vezes podem ser de mais influência que muitos polos de grande poder como políticos e grandes instituições.