ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 10/11/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido a cerca do desafio de reduzir a desigualdade entre as regiões do país. Isso acontece devido ao individualismo e pelo descaso governamental, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.

Em primeiro lugar, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser visto como um problema que impede a resolução de tal problemática. Nesse sentido, segundo o filosofo Zygumnt Bauman, em sua tese “modernidade líquida”, a sociedade é marcada pela volatilidade das relações sociais. Sob esse viés, ressalta-se que a massividade coletiva, perante a uma sociedade que permite crianças morrerem de fome, demonstrando a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente muitos indivíduos preocupados com o seu consumismo e desejos pessoais não se importam com o que ocorre ao seu redor.

Ademais, é fundamental apontar o descaso governamental como impulsionador da problemática, tal afirmação pode ser comprovada pelo site “nexo jornal”, que aponta a mal distribuição do PIB, produto interno bruto, tendo o Sudeste com mais de 50% do PIB. Desta maneira, pelo estado não cumprir sua função de garantir direitos indispensáveis a sociedade, pode-se configurar uma quebra do “contrato social”, previsto pelo filósofo John Locke. Como consequência, essa situação tem gerado certa desvalorização de regiões do país como o Nordeste, afetando principalmente o turismo, já que a economia está concentrada no Sudeste.

Portanto, cabe ao Estado investir parte do PIB em regiões carentes do país, para findar com a desigualdade. Isso, deve ser feito por meio de ajustes na atual distribuição de capital, alocando uma maior parte nas regiões carentes. Tal ação tem a finalidade de remediar o individualismo presente na sociedade como também o descaso governamental. O que irá, finalmente, efetivar o “contrato social”, previsto por John Locke.