ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 07/04/2023
Segundo o Artigo 1 dos Direitos Humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Porém, no Brasil, observa-se que nem toda população tem seus direitos reconhecidos e estabelecidos, pois, a desigualdade regional se faz presente entre uma parcela da sociedade, o que ocasiona diversos entraves como o analfabetismo, a falta de saneamento básico, a pobreza e a fome extrema. Logo, a fim de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil, faz-se necessário problematizar e discutir tais circunstâncias.
Nesse viés, é essencial pontuar que a falta de políticas públicas e o descaso governamental estão intimamente ligados à problemática, visto que, devido aos fatores históricos, é comum acontecer que pessoas de uma determinada localidade tenham mais privilégios do que em outra região. A esse respeito, Mahatma Gandhi afirma que: “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver”, todavia, nota-se na realidade brasileira que essa mudança não é nem se quer discutida e ainda encontra-se ignorada perante o governo. Logo, a carência de ações efetivas do poder público dificultam a superação dessa barreira.
Ademais, os negligenciados que enfrentam a desigualdade regional, tem sérias complicações como a falta de escolarização, a baixa expectativa de vida, a saúde precária, a pobreza extrema e a insegurança alimentar. Nesse contexto, Nelson Mandela declara que: “Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”, deste modo, tais condições salientam o retrocesso democrático brasileiro. Assim, medidas devem ser tomadas pelo Estado, órgão responsável pelo desenvolvimento digno da nação, com a finalidade de cessar o problema e cumprir com os direitos humanos.
Portanto, o governo federal deve criar políticas públicas entre as populações mais socioeconômicamente vulneráveis, com o objetivo de melhorar a distribuição de renda no país. Somado a isso, o Ministério da Educação deve expandir o acesso à educação para os jovens e crianças das regiões mais pobres, visto que, os estudos e a profissionalização geram crescimento econômico e quebram as barreiras da pobreza generacional. Com essas medidas, a tão sonhada “Ordem e Progresso” poderá ser realidade no Brasil.