ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 31/05/2023

Segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo em ponto de vista socioeconômico. Essa desigualdade se aprofunda regionalmente, tendo em vista que as regiões Sul e Sudeste demonstram maior índice de IDH (Índicie de Desenvolvimento Humano), enquanto as regiões Norte e Nordeste, apresentam, além de um IDH mais baixo, problemas relevantes em setores como educação e saúde. Assim, os desafios para redução da desigualdade entre regiões no Brasil devem ser elucidados e debatidos.

Primeiramente, é necessário expor as causas da desigualdade na industriali-zação regional. Nessa linha de raciocínio, desde os primeiros movimentos agrícolas, regiões litoraneas - como Sul e Sudeste -, devido a clima favorável e solo fértil, tiveram maior enfonque indutrial promovido pelo Estado, favorecendo seu fluxo populacional, mão de obra e crescimento. Entretanto, o mesmo desenvolvimento não foi visto nas regiões Norte e Nordeste, uma vez que suas condições climáticas não eram ideais e essas já estavam ofuscadas pelas litorâneas, fato que afetou seu desenvolvimento e acarretou em condições econômicas pouco favoráveis e prejudicou diretamente o IDH regional.

Em segunda análise, fala-se de das consequências da desigualdade e seu impacto no desenvolvimento regional e na qualidade de vida. Segundo uma pesquisa realizada pelo Banco Mundial, as regiões litorâneas unidas à Centro-Oeste possuem renda per capta 16% superior às regiões Norte e Nordeste. A inferiori-dade de renda e lucro afetaria diretamente o investimento em saúde, educação e outros fatores essenciais ligados ao IDH, prejudicando a qualidade de vida e pondo esses territórios em diversos níveis de inferioridade.

Urge, portanto, a necessidade de intervenção no funcionamento regional brasileiro para que se reduza a desigualdade entre regiões. Cabe, assim, ao governo federal, em união ao Poder Econômico e Judiciário, a criação de uma agenda que busque aumentar a industrialização e o fluxo econômico dos territórios mais prejudicados, por intermédio da instalação de novas sedes de empresas internacionais e, consequentemente aumentando a mão de obra das mesmas. Somente assim se reduzirá a desigualdade social entre regiões no Brasil.