ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 27/08/2023

No seriado “Gossip Girl”, protagonizado por Dan Humphrey, retrata-se o dia a dia do personagem principal como vítima de descriminação regional. Infelizmente, tal conjuntura não se resume as telas, e ilustra o desequilíbrio presente nas zonas nacionais. Logo, para contrapor a intolerância nas unidades federativas, faz-se necessário analisar as causas que agravam o problema, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a ausente abordagem midiática relativa ao impasse.

Nesse contexto, inicialmente, destaca-se a omissão estatal como mantedora da problemática. Acerca disso, o economista americano Murray Rothbard pontua em sua obra “Anatomia do Estado” que os representantes presidenciais, guiados por um viés individualista, visam apenas o retorno de capital político. Diante disso, o poder público se mostra insuficiente, visto que a extrema disparidade per capita territorial, de acordo com a pesquisa relatada pelo IBGE, fomenta a segregação do estado nacional. Sendo assim, é imprescindível a intervenção do governo para solucionar o impasse.

Além disso, a desigualdade entre regiões do país permanece devido a falta de noticiação sobre a temática. Assim sendo, é válido mencionar a tese “Silenciamento dos Discursos” proposta por Karl Marx. De acordo com Marx, os veículos de comunicação realizam a exclusão proposital de certos temas, com o objetivo de mascarar graves mazelas sociais. Nessa perspectiva, as mídias atuais pouco veiculam notícias sobre a contraposição de progresso dos distritos locais. Desse modo, uma parte limitada da população reflete a respeito do assunto e, assim, deixam de exigir que medidas sejam tomadas pelos orgãos governamentais.

Portanto, para combater o desafio de reduzir as desigualdades entre regiões no Brasil, necessita-se que o governo federal, junto ao Ministério das Comunicações, promovam a igualdade evolutiva do território, por meio de movimentações estatais que reduzam as diferenças regionais, com o investimento de patrimonio público no desenvolvimento de zonas marginalizadas e com a divulgação dos processos de valorização de área nos meios de comunicação. Assim, a iniciativa objetiva democratizar a evolução da extensão brasileira.