ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 18/09/2023

A produção cultural brasileira, há décadas critica as disparidades regionais do Oiapoque ao Chuí. Seja na música com o “Pessoal do Ceará”, seja no audivisual de Glauber Rocha ou na produção literátia de Ariano Suassuna, as injustiças sociais presentes no território são escrachadas. Contudo, apesar de notórias, estas têm força significativa no país. Por isso, o debate da redução das desigualdades entre as regiões do Brasil deve ser edificado na ação governamental, através de investimentos em infraestrutura, educação e geração de renda e emprego.

Em primeira análise, é essencial responsabilizar essa assimetria econômica pelo viés do desequilíbrio histórico dos invetimentos realizados pelo Estado no país. Por essa razão, o Índice de Desenolvimento Humano (IDH) é completamente distinto, a depender das regiões no Brasil. Haja vista que o IDH é medido pela expectativa de vida, riqueza e educação de um dado local, fica evidente o caráter arbitrário do entrave; onde o território em que uma pessoa nasce determina sua qualidade de vida e oportunidades. Logo, é urgente transformar os padrões de ação governamental, para que a mesma seja igualitária do Oiapoque ao Chuí.

Ademais, o estímulo à criação de emprego e renda é deficitário na agenda política. Em vista disso, é comum na história do país a ocorrência de grandes fluxos migratórios para o Sudeste, na busca por melhores condições de trabalho e vida. O filme “O home que virou suco” critica tal processo, além de escancarar que o óbice apenas será combatido com conhecimento e infraestrutura adequada, refletindo a esperança de que, apesar de ser proposital, o cenário não é imbatível.

Portanto, reducir as desigualdaes regionais no Brasil passa por modificar padrões injustos de aplicações financeiras. Por isso, o Poder Executivo deve fazer um pacto nacional de responsabilidade, que tenha abrangência interministerial e invista em obras públicas de infraestrutura em todo terrintório nacional. As ações deverão ser focadas em escolas, universidades, estradas, serviços de saúde e saneamente básico. Assim, as regiões irão atrair investimentos de empresas, ampliarão o conhecimento do povo e gerarão empregos e o país será mais igualitário e terá melhores índices de IDH e, por conseguinte, de vida.