ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade

Enviada em 15/10/2019

Das civilizações egípcias e seus faraós, passando pelas famílias do império e a expansão para o Novo Mundo, até às grandes linhagens da modernidade, a família se constitui como célula mater da sociedade. De um lado, o Brasil investe cada vez mais em novos arranjos públicos a fim de proteger esse grupo social basilar para o desenvolvimento do país. Do outro, busca solidificar os valores cívicos que são aprendidos na raiz da formação do indivíduo.

Em primeiro lugar, é relevante abordar que segundo um estudo do Instituto de Psicologia da UFMG, a família é imprescindível para o corpo social, de modo que o país deve cuidar dela para moldar o desenvolvimento dos seus cidadãos. Na esteira desse processo, o cuidado com essa instituição é o fundamento de uma boa sociedade. No Brasil, com o atual Ministério da Família, ações significativas têm sido feitas pelo governo, como o programa “Reconecta”, cuja iniciativa é conectar pais e filhos afastados pela tecnologia, bem como o Estatuto da Criança e do Adolescente, reformulado para ampliar a ideia da adoção como elemento significativo do cuidado com as crianças. Logo, essas ações garantem o fortalecimento dos vínculos e impactam positivamente na sociedade.

Ademais, vale ressaltar que o escritor Mário Sérgio Cortella propõe, em sua obra, que a transformação da morfologia familiar na contemporaneidade exige novos arranjos, visto que a família não é apenas um grupo, mas um fenômeno social que interfere no nível de desenvolvimento sociocultural de um povo. Assim sendo, medidas como o Bolsa-família e outras ações, tais como a prevenção da gravidez na adolescência, são relevantes, mas não contribuem plenamente para produzir solidez nos programas públicos que devem fortalecer esse construto social fundamental para a sociedade. Por isso, ações múltiplas e intersetoriais são fundamentais para não reduzir a paternalismo a ação do Estado.

Singapura despontou nos últimos anos com o desenvolvimento pautado nos pilares da sustentabilidade econômica, social e ambiental, sendo referência para o mundo todo. Nele, políticas centradas na família, como a obrigatoriedade do estudo de “Sociologia da Família” nas escolas, são modelos que podem servir de inspiração para outras nações. Nessa perspectiva, o Brasil precisa, além das ações já realizadas, de um Pacto pela Família, unindo os atores sociais para torná-la sustentáculo do desenvolvimento. Isso se dará a partir do Estado produzindo ações que deixem clara a importância da família como instrumento para o desenvolvimento, em consonância com a Escola e Mídia, garantindo que seus valores sejam solidificados em outras instâncias sociais. Com isso feito, o Brasil, tendo a família como base, será de fato uma grande nação.