ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade

Enviada em 15/10/2019

A imposição de padrões rígidos de certo e errado e a busca por verdades absolutas impedem que parte da sociedade conviva com as diferenças. Essa visão etnocêntrica resulta em uma pretensa superioridade capaz de causar exclusão social, ou até mesmo agressões físicas como no caso da violência contra casais homoafetivos. Dessa forma, o precário sistema educacional, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contribuído para esse cenário.

A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Desse modo, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam desenvolvendo preconceitos contras casais que estão fora do padrão, entre os quais podemos destacar as famílias formadas por casais homossexuais, tendo em vista que esse grupo de pessoas vai de encontro com dogmas judaico-cristão ensinados desde a colonização brasileira.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento da intolerância sofridas por famílias fora dos padrões patriarcais, pois, apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à liberdade, no ano de 2015, foi discutido na câmara dos deputados o Estatuto da Família. No entanto, esse projeto de lei taxa apenas um modelo de núcleo social para representar as famílias brasileiras, segregando, assim, as demais formações. Por conseguinte, posturas como esta fomentam o preconceito na sociedade.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com o preconceito sofridos pelas famílias com assimetrias sociais. Para isso, o Ministério da Educação deverá junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos infantil e médio, como a semana da diversidade, com estudo de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens sobre a importância dos diferentes tipos de formações familiares para a construção de uma nação democrática, mostrando o respeito que devem ser dado, acabando, assim, com a intolerância fomentada desde a colonização brasileira.