ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade
Enviada em 08/07/2020
A sociedade adquiriu diversas modificações com o passar do tempo, e entre elas está a composição das famílias. Desde casais homoafetivos a crianças criadas pelos avós ou tios, observa-se uma constante mudança no conceito de família no século XXI. Tais laços familiares representam os novos perfis que surgem a partir do avanço cultural da comunidade baseado nas experiências sociais vividas pelos mesmos. Nesse contexto, apesar do preconceito sofrido por esses grupos familiares, observa-se a sua importância na manutenção de ambientes saudáveis, que promovem mais segurança e melhor desenvolvimento social às crianças.
Em primeiro plano, denota-se o crescente preconceito relacionado à construção de famílias por casais homoafetivos, por exemplo, que gera desconforto e insegurança nos mesmos, levando-os a optar pela alternativa de não criar uma criança como filho. Todavia, incentivos sociais para a adoção de um dependente pelos mais diversos núcleos familiares são vistos com bons olhos por grande parcela da população, que busca a inclusão de tais famílias no grupos sociais.
Outrossim, é fato que o cenário em que ocorrem relações abusivas e de abandono dentro de famílias é vivido diariamente, constatado por dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontam que o Brasil ‘ganhou mais de um milhão de mães solo’, em apenas 10 anos. Esses cenários, no qual o representante masculino abandona a mulher e o filho, muitas vezes representa uma libertação para os mesmos, uma vez que os menores sofrem distúrbios relacionados ao ambiente negativo vivido em casa. Com isso, afirma-se a necessidade da criação de laços familiares maduros e que trabalham para atingir o crescimento sadio do dependente, aqui representados pelas figuras das famílias contemporâneas, essas que já se encontram em um estágio de promoção de um ambiente agradável ao desenvolvimento das crianças.
Por conseguinte, a fim de incluir socialmente e respeitar o papel da nova família do século XXI na comunidade, deve ser trabalhada pela mídia, em meios de comunicação, e em escolas, desde o ensino infantil, questões acerca de representatividade e da inclusão social dos indivíduos e das famílias, independente de cor, gênero ou idade, com a criação de propagandas publicitárias, publicadas em redes sociais, por exemplo, e de jogos e brincadeiras educativas em escolas, que promovam a interpretação da situação vivida por famílias que sofrem preconceito e de inserção dos diferentes indivíduos no meio social. Sendo assim, será possível formar uma base consistente nas novas gerações que saberão compreender e admirar as mais diversas formas de constituição de famílias, respeitando seu papel dentro do corpo social.