ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade
Enviada em 09/07/2020
Com o avanço da luta LGBTQ+ e do feminismo, os tempos de só “papai, mamãe, titia” parecem ter ficado na letra dos Titãs. Entretanto, ainda há muito que se discutir para que, de fato, as novas configurações de família sejam reconhecidas e retratem a nova instituição familiar brasileira.
Apesar das visíveis mudanças, o conservadorismo ainda é comum na sociedade civil. Por trás do discurso “respeito, mas não concordo”, encontra-se o preconceito pré-definido historicamente, atrelado ao conceito de que a família é formada por um pai, uma mãe e filhos.
Essa visão do modelo familiar colabora com o crescimento da intolerância. Crianças em famílias fora do “padrão” costumam sofrer com o preconceito, demonstrando o reflexo de uma sociedade que ainda não aceita o diferente e acha que preconceito é questão de opinião.
Além disso, deve-se considerar as estruturas familiares constituidas pais solteiros ou divorciados. Antigamente, a mulher divorciada não era aceita socialmente. Hoje, há inúmeros casos de mulheres que mães independentes. Apesar disso, ainda há um longo caminho a percorrer para que o patriarcalismo institucionalizado dê espaço à pluralidade da nova representação familiar.
Por isso, percebe-se a necessidade avançar nas discussões sobre a representatividade da instituição familiar. A luta é pedagógica, de forma que o debate precisa se estender aos mais variados ambientes sociais. A escola é responsável por promover o respeito e a integração. O governo precisa criar meios eficazes de punição aos casos de intolerância. Enquanto essas mudanças nao ocorrerem, a intolerância não cessará.