ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade

Enviada em 07/09/2020

Da figura masculina, na pré-história, do homem caçador e protetor, a imagem de dominação, por ele encarnando, retrata o sistema patriarcal que perpetua-se até os dias de hoje. Nesse sentido, a família tem um papel importante, o de afirmar tal estrutura de opressão, mas que atualmente sofre embates com quebras de paradigmas a respeito dessa construção idealizada da figura de pai, da mãe e filhos.

Inicialmente, tais movimentos como as sufragistas, foram  capazes de romper, ao menos um pouco, a organização de um ideal único de família. Sob essa perspectiva, Olympe de Gouges e Mary Wollstonecraft trouxeram contestações que teorizavam a emancipação feminina. Nessa lógica, as  pensadoras articularam ideias liberais que fizeram surgir ondas de protestos à favor de um contexto variado de família. Entretanto, a sociedade contemporânea, mesmo depois das ondas de manifestações, continuam em estabelecer um padrão familiar, uma vez que esta estrutura de dominação, o patriarcado, é enraizado, como exemplificado nas tele-novelas, que muitas vezes representam personagens homossexuais de forma pejorativa.

Isso posto, a “nova” família contemporânea representa diversidade e democracia, todavia a sociedade, principalmente no contexto nacional, visualiza negativamente esse tema. Nessa ínterim, o patriarcado é uma forma social em que o homem detêm o poder, segundo a estudiosa Christine Delphy. Dado isso, tal estrutura é uma ferramenta de dominação, visto que o homem concentra, a séculos, o poder financeiro da família e é tido socialmente como aspecto central social das relações de poder.

Em suma, ações são são necessárias. Portanto, cabe ao Poder Executivo a formulação de uma política de equidade familiar, por meio promoções de conscientização da população em veículos midiáticos, como jornal e internet, além de espaços estudantis, com palestras de especialistas, exemplificado nos sociólogos, etc. Ademais, a reparação financeira de indivíduos que depende unicamente da renda de seu cônjuge, masculino, por meio  de uma salário mensal integrado com programas sociais. Dadas mudanças farão em médio e logo prazo a  desestruturação do patriarcado, pois quebrará a lógica da dominação, por meio educativo, e do outro lado o braço financeiro, para fim de tornar os ambientes sociais mais igualitário e democrático.