ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade

Enviada em 17/04/2021

A forma de pensar em “família”, com o passar do tempo, ganhou mais configurações, que não somente a tradicional do homem e da mulher heterossexual com seus filhos. Ao que sabe-se, pela história, ao percorrer uma linha do tempo sobre os assuntos, o machismo apenas não foi constado no Antigo Egito. Por conta desse comportamento, ainda observa-se traços desse sistema em toda a criação das famílias, o que já deveria ter sido extinto, pois hoje a maior parte das famílias já são tentaculares.

Apesar de que hoje já haja essa maior pluralidade familiar, até então, as famílias, na sua maioria, mesmo que sem consentimento, induzem o modo como a criança deve se portar dentro de uma família para ser o chamado “bem sucedido”. Infelizmente, a cultura na qual somos criados, é a partir de uma visão autoritária masculina, em que uma criança do sexo feminino ganha bonecas e assessórios de cozinha como brinquedo, fazendo referência à dona de casa, enquanto a criança do sexo masculino ganha carrinhos para diversão, o que não se associa a nada referente ao homem como responsável por um lar. Isso afeta indiretamente em como portar-se.

Maria Rita é uma psicanalista que denomina as novas configurações familiares como tentaculares. Essa nova forma defende o fato de que é possível ser bem sucedido, imponente e responsável, caso não siga-se a forma dita tradicional dentro de um núcleo familiar. Ao observamos que de 2000 a 2010, a maior parte das famílias já não se configura assim (IBGE), a partir das novas gerações, deve-se rever o modo de criação. Maria ainda diz que as crianças conseguem aceitar as novas composições e compreendem que o importante é o amor envolvido no contexto.

Nota-se, portanto, que o tradicional ainda é imposto as novas gerações, mas que a partir de uma nova visão, pode-se transformar o modo de agir. Ademais, refere-se as instituições de ensino, que por meio de palestra e, ao passar dos anos, insira no plano escolar novas formas de pensar sobre as famílias tentaculares, para que algum dia estejamos livres dos pensamentos machistas.