ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade

Enviada em 26/04/2021

Para Émile Durkheim, sociólogo francês, a família é o mecanismo primário de socialização, ou seja, é onde os primeiros valores coletivos são formados, sendo asim é notória a sua relevância para o corpo social. Todavia, a família contemporânea brasileira, ocasionalmente, representa um preocupante problema para sociedade, uma vez não cumpre essa função social. Tal conjuntura é intensificada por hostilidades dentro da estrutura familiar ou pela não aceitação de pluralidade de familiar. Dessa forma, medidas são fundamentais para alterar essa realidade.

Em primeira análise, cabe pontuar que a violência dentro do núcleo familiar representa um preocupante problema para a coletividade. O livro “Ciranda de Pedra”, escrito por Lygia Fagundes, é protagonizado por uma família tradicional que ao longo da história mostra ser disfuncional em virtude de abuso físico e verbal entre seus membros. Entretanto, esse tipo de situação não se limita aos livros, tendo em vista a frequente ocorrência de violência doméstica ou agressão sexual dentro dos lares brasileiros. Com efeito, hodiernamente, muitos ambientes familiares caracterizam um espaço conturbado incapaz de incutir valores socialmente aceitos e contribuem para o adoecimento mental dos indivíduos. Logo, é urgente discutir para minimizar esse impasse.

Posteriormente, é tácito elencar que a intolerância impede que a pluralidade familiar seja benéfica para a sociedade. O artigo 226 da Constituição Federal de 1988 preconiza que é dever do Estado proteger as famílias brasileiras. No entanto, essa determinação não é efetivamente posta em prática, tendo em vista a não promoção de políticas capazes de garantir a estabilidade, a dignidade e ampliação de grupos familiares diversos. A exemplo disso, destaca-se o desamparo com famílias chefiadas por mulheres ou as exigências que dificultam a adoção de crianças por casais homoafetivos. Consequentemente, devido a esse desamparo estatal, essas multiplicidades familiares, eventualmente, são vista como inferiores ou como menos funcionais por não seguirem a estrutura tradicional de composição familiar. Desse modo, é imprescindível propor medidas para atenuar essa situação.

Portanto, compete ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em parceira com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), oferecer amparo psicológico, habitacional e nutricional para vítimas de violência doméstica ou de agressão física e sexual dentro de casa - ação importante para incentivar a denúncia e ao mesmo tempo garantir plena proteção das vítimas. Tal medida deve ser feita por meio de investimentos governamentais e tem o intuito de impedir que ambientes familiares pertubados resultem em prezuízos para todo o corpo social, garantido assim que a família cumpra sua função social descrita por Émile Durkheim.