ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade
Enviada em 20/08/2021
A estrutura familiar sofreu diversas mudanças ao longo da história, rompendo, no fim da Idade Moderna, com a chamada família intacta. Nessa óptica, as figuras tradicionais, mãe, pai e filho, se diversificam e suas relações são alteradas na família contemporânea. Assim, tal transformação não só representa as alterações de estruturas sólidas, mas também representa o rompimento do código moral de gerações passadas.
Em primeiro lugar, Zygmunt Buaman, sociólogo polonês, caracteriza, por meio do conceito Modernidade Líquida, a sociedade contemporânea pela incerteza e pelas mudanças nas relações sociais. Desse modo, de acordo com o pensador, os laços sociais se tornaram mais rápidos e diversificados devido ao desenvolvimento tecnológico que garantiu um mundo globalizado. Nesse sentido, a transformação da família tradicional, sólida na visão de Buaman, é um forte exemplo que caracteriza a Modernidade Líquida, haja vista que os modelos familiares são diversos atualmente. Infelizmente, essas famílias monoparentais, homosexuais, separadas, entre outras, ainda sofrem preconceitos devido à visões ultrapassadas e incondizentes com o mundo contemporâneo.
Além disso, a família contemporânea representa novos valores de novos tempos, rompendo com a moral antiga, justamente porque o modelo tradicional se diversificou. Nesse sentido, tais mudanças, segundo Immanuel Kant, são evoluções da ética social, visto que ela é, para o filósofo, a racionalização da moral. Portanto, a partir da visão kantiana, as transformações no modelo familiar que caracterizam a Modernidade Líquida, são necessárias para o desenvolvimento do indivíduo e também do todo social.
Em suma, medidas são necessárias para erradicar os preconceitos referentes à tais famílias. Para isso, as escolas, auxiliadas pelo MEC, devem esclarecer a importância das novas estruturas para desenvolvimento social, por meio de aulas e palestras sobre o tema, com a finalidade de acabar com os julgamentos da população sobre tais famílias. Somente assim, diria Kant, o indivíduo agiria mais eticamente perente às questão sociais.