ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade
Enviada em 30/08/2021
Em 1988, a Constituição foi promulgada com uma caractarística inclusiva e social, além de que impôs ao Estado a responsabilidade de bem-estar da unidade familiar, constituído - no arquétipo popular - por pai, mãe e prole. No entando, tal composição tradicional familiar não se comprova na realidade, além de estar em processo de diversificação, uma vez que representam menos de 40% dos lares brasileiros, segundo o instituto Reuters. Dessa forma, a instituição familiar diversa é basilar no constructo da sociedade contemporânea, seja pela superação do preconceito, seja pela reprodução de valores sociais.
Em primeiro lugar, nota-se que o arquétipo supracitado está intimamente ligado ao ideal consevador de família herdado do período colonial, de modo que reforçou o preconceito direcionado aos indivíduos fora dos padrões sociais, sendo necessário o rompimento para garantir a plena liberdade e desenvolvimento desse grupo. Nesse sentido, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é um fenômeno que define a forma de pensar, de agir e de sentir do ser inserido em coletividade; logo, tal fato está relacionado ao preconceito, pois é construído socialmente e altera a atitude dos cidadãos. Dessa modo, observa-se que a estrutura de pensamento preconceituosa deve ser superada a partir da valorização da diversidade e da aceitação, a fim de garantir plenos direitos ao grupo familiar majoritário do país, sem qualquer restrição social ou discriminação.
Além disso, ressalta-se que durante o processo histórico da humanidade foram criados valores primordiais para o convívio em comunidade da espécie Homo Sapiens, sendo a família o pilar sustentador de tal evolução. Nessa perspectiva, em acordo como filósofo americano Talcoat Parsons, a instituição familiar é uma máquina social que reproduz padrões de comportamento, de valores e de regras sociais, haja vista que são passados de representantes paternos para descendentes. Diante disso, entende-se que a família contemporânea representa a perpetuidade da sociedade hodierna e os valores nela contruídos
Destarte, infere-se que o grupo familiar é peça angular no que se refere a sociedade moderna atual, uma vez que perpassa a superação de preconceitos e a continuidade da organização social. Portanto, cabe ao Estado, na figura do Ministério da Cidadania, criar propagandas e estruturas midiáticas que proponham a discussão e a valorização da diversidade familiar; a partir disso, tais campanhas devem ser transmitidas em horários nobres de televisão, além de redes sociais, como Facebook e Instagram. Assim, objetiva-se a redução do estigma preconceituoso que atinge famílias fora do padrão arquetípico da sociedade; de maneira tal que será possível a reconstrução de fatos sociais benéficos ao corpo coletivo e da continuidade do processo da evolução humana como ser sociável.