ENEM PPL 2009 - A família contemporânea e o que ela representa para a sociedade

Enviada em 20/10/2021

.Nessa conjuntura, é necessário pontuar que a família matrimonializada, patriarcal, hierarquizada, heteroparental, biológica, característica do período colonial, cedeu lugar para uma família pluralizada, democrática, igualitária, hetero ou homoparental, biológica ou socioafetiva, construída com base na afetividade. Diante disso, ao limitar a entidade familiar a apenas um tipo de configuração, todas as outras composições terão seus direitos como instituição familiar negligenciados, dado que tal instituição, segundo o artigo 226 da Constituição Federal (CF) de 1988, tem proteção do Estado - além de políticas públicas voltadas para atendê-la em áreas como saúde, segurança e educação - por ser a base da sociedade. Por isso, é de extrema importância que se amplie o conceito de entidade familiar para, assim, abarcar toda a pluralidade de arranjos presentes na sociedade brasileira e garantir-lhes igualdade e pleno acesso às garantias asseguradas na Carta Magna. Nesse sentido, a fim de celebrar a diversidade familiar no cenário nacional, o documentário “Em defesa da família”, da cineasta brasiliense Daniella Cronemberger, mostra o cotidiano de um lar homoparental formado por duas mulheres e seus três filhos e como elas enfrentam o estigma que ameaça seus direitos.No entanto, observam-se algumas distorções para o pleno gozo do artigo 226 por toda a multiplici

ta que essa diversidade vai de encontro ao patriarcado, herdado do período colonial, e subverte as re

lia contempôranea ser constituída por meio de diferentes formas de composição e seus membros não tradicional: pai, mãe e filhos - suporte básico do patriarcado, fundamentado na reprodução de papéis do lar,  e  da mulher, a criação dos filhos.  Isso se manifesta na forma de violência simbólica, conforme o sutis de dominação e exclusão social que são utilizados por grupos hegemonicos, exemplificados nas papéis que, a partir da perspectiva da procriação, legitima o preconceito e a estranheza às relações que pois dois homens ou duas mulheres em união não fecundam e não podem procriar. Dessa maneira, cr

da unicamente às relações heterossexuais. Por conseguinte, amplia-se o estigma das diferentes expressões de família, tidas como não “convencionais”.

Frente a tal problemática, faz-se urgente, pois, que, a fim de proteger os direitos das famílias e comba

o Ministério da Educação deve realizar campanhas que celebrem a pluralidade familiar -recorrendo a mília"- e discutam o papel das questões de gênero na perpetuação do preconceito às diversas formas Tais campanhas explicitarão as raízes dessa discriminação, os mecanismos simbólicas por trás dela e os dessas composições. Isso se dará por meio da afamília pela contemplação da diversidade de arranjos presentes na sociedade brasileira.