ENEM PPL 2010 - Ajuda Humanitária

Enviada em 20/08/2021

A Constituição Federal de 1988, assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, defende a dignidade humana como direito de todos. Contudo, em contextos de desastres ambientais envolvendo vítimas, esse direito é perdido por vários cidadãos. Nesse sentido, uma forma de restaurar essa dignidade ocorre por meio da ajuda humanitária, porém, esse método é ameaçado por alguns problemas, entre os quais destacam-se: a falta de treinamento em primeiros socorros da população e a desconfiança de fraudes nos pedidos de ajuda via internet.

Vale pontuar, inicialmente, que a escassez de pessoas com conhecimento em primeiros socorros corrobora com a problemática. Nesse sentido, sabe-se que, em momentos de desastres, uma das maiores necessidades está em haver cidadãos treinados que possam socorrer as vítimas. No Brasil, entretando, um estudo realizado pela Universidade de São Paulo - USP -, revelou que pessoas leigas em primeiros socorros tampouco têm conhecimentos básicos que poderiam salvar uma vida, como, por exemplo, saber o número do resgate ou o que fazer enquanto os socorristas não se encontram no local. Dessa forma, observa-se grande importância em difundir esses treinamentos para a população.

Atrelado a isso, a desconfiança das pessoas na internet intensifica a falta de recursos e auxílio humanitário. Segundo o biólogo Frank de Wall, “os humanos são ricos em tendências sociais”, ou seja, as pessoas tendem a seguir o senso comum. Nesse viés, percebe-se que os cidadãos comumente veem a internet como um “ninho de fraudes”, onde os pedidos de ajuda podem, na verdade, significar “dar” dinheiro ao bandido. Nesse contexto, quando precisa-se de ajuda por meio dessa ferramenta, nota-se uma resistência devido a esse senso comum criado a respeito da internet. Dessa maneira, há uma porcentagem menor de ajuda do que seu real potencial de alcance.

Portanto, faz-se necessário que o Governo implemente medidas para solucionar esses problemas. Assim, torna-se imprescindível que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, acrescente o ensino de primeiros socorros à grade curricular das escolas e universidades, sendo ministrado por profissionais da área, a partir da idade indicada, e reforçado todos os anos. Também, se faz de suma importância que o MEC adicione oficinas extracurriculares, para o público em geral, a respeito de como pode-se evitar fraudes na internet. Desse modo, a sociedade evoluirá com o conhecimento necessário para auxiliar em desastres e circunstâncias extraordinárias que possam vir a ocorrer. Outrossim, o engajamento em relação à ajuda humanitária aumentará e o Brasil manterá a dignidade humana, honrando, então, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Constituição.