ENEM PPL 2010 - Ajuda Humanitária
Enviada em 01/09/2021
Adam Smith afirmava que a benevolência humana seria capaz de produzir retrocesso individual, uma vez que os olhares passariam a mirar para os mais necessitados, em detrimento de si mesmo. No entanto, essa lógica liberal perversa é justamente o que incrementa a marginalização, já que a ajuda humanitária representa um caminho eficaz para minimizar os danos históricos da pobreza no mundo. Então, deve-se mitigar a superioridade imposta pelos países imperialistas, como também utilizar as mídias sociais para minimizar os estragos trazidos pelo mundo do capital.
Nesse cenário, diante de realidades caóticas existentes em países em desenvolvimento, a alternativa viável é o acolhimento por parte dos vizinhos. Sob essa perspectiva, a Guerra na Síria é uma catástrofe que assola a humanidade há mais de dez anos, porquanto a Organização das Nações Unidas assume que é a pior tragédia desde a Segunda Guerra Mundial. Paralelamente, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, almejava a construção de um muro que separaria completamente a sua nação do México, disseminando xenofobia, discriminação e incitação ao ódio. Ora, enquanto destruições – antrópicas ou não – são factuais em países periféricos, tais como a Síria e o México, a única ação possível por parte das demais nações é a união e a salvaguarda daqueles que tanto sofrem.
Outrossim, as grandes mídias sociais e televisivas representam eficazes meios de disseminação de campanhas humanitárias e, nesse intuito, devem ser cada vez mais exploradas. À vista disso, a tragédia pandêmica vivida em Manaus no ano de 2020, por causa da falta de respiradores, representou um grave retrocesso nos hospitais locais pela ausência do medicamento mais eficaz na luta contra a Covid-19: o oxigênio. Por esse fato, artistas e influenciadores uniram-se na causa de angariarem recursos financeiros e cilindros desse bem vital, a fim de vencerem a batalha contra o vírus, bem como suprirem a ausência estatal. Dessarte, o somatório do capital humano é – e sempre foi – a saída para problemas emergenciais humanitários.
É imperioso, portanto, que Organizações Não Governamentais (ONGs) assumam a liderança na criação de campanhas publicitárias, que despertem a sociedade para os benefícios da promoção do bem-estar coletivo, por meio de ações nas redes sociais e mídias televisivas. Essas publicidades devem disseminar valores moralmente viáveis com a atual conjuntura socioeconômica brasileira, que inspira distribuição de alimentos em locais pobres e atendimentos médicos especializados às pessoas carentes. Em suma, a finalidade dessas iniciativas é de imperar o cuidado com os bens coletivos, expurgar o ódio fomentado por líderes globais e fornecer, de forma objetiva, insumos essenciais para a subsistência humana, sem os quais a sua dignidade se torna ameaçada.