ENEM PPL 2010 - Ajuda Humanitária
Enviada em 01/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada no século XX, garante direitos básicos e inalienáveis à vida e sobrevivência humana, e em condições de não garantia desses direitos ocorre o processo de ajuda humanitária. No entanto, muitas vezes, tal cooperação social não acontece, o que evidencia a falta de empatia e solidariedade de alguns grupos e indivíduos. Nesse sentido, é válido analisar alguns fatores que corroboram para a falta de tais práticas solicitas: o extremismo político e a valorização de pensamentos individualistas.
Em primeiro lugar, é importante compreender a relação entre conflitos de cunho político e a falta de ajuda humanitária. No período da Ditadura Militar, iniciada em 1964, pessoas eram torturadas, exiladas ou até mesmo mortas se tivessem críticas e opiniões divergentes do viés político governamental. Não diferente desse fato histórico ocorrido no Brasil, atualmente, alguns países ainda vivem sob o controle de governos autoritários e repressivos, devido ao extremismo de ideais políticos, fator que evidencia a falta de garantia aos direitos básicos de liberdade e até mesmo à vida, realidade que atrapalha ações de cooperação humanitária, pois os cidadãos que vivem em tal situação são privados de seus direitos. Em segundo plano, é necessário observar a crescente abrangência de pensamentos individualistas na sociedade contemporânea. Na música “Homem invisível no mundo invisível” da cantora Vanessa da Mata, é cantado o trecho: “nesse mundo tudo é dinheiro e o amor para onde vai?”, em que a compositora tenta expor a falta de empatia e amor entre as pessoas no meio capitalista atual. Seguindo essa linha de pensamento, é possível perceber o quanto a valorização do bem-estar individual é sobreposto ao coletivo nos dias atuais, uma vez que, na maioria das vezes, os indivíduos procuram satisfazer seus próprios interesses, mesmo que gere impactos coletivos, abstendo-se de práticas humanitárias e solidarias aos mais vulneráveis. Sendo assim, o crescimento de pensamentos limitados aos interesses pessoais, alimentado e valorizado por um sistema econômico com visões individualistas, são um empecilho para o exercício de ações de ajuda social humana.
Infere-se, portanto, que a falta de ajuda humanitária é um problema que persiste na sociedade. Com isso, cabe aos veículos de comunicação midiática, como imprensa e jornais, promover investimentos e ações publicitárias com o intuito de incentivar a solidariedade humana, por meio de propagandas e vídeos - principalmente em horários de maior audiência. Assim, o meio social será menos individualista e mais cooperativo e solidário aos problemas enfrentados por pessoas que necessitam de ajuda.