ENEM PPL 2010 - Ajuda Humanitária

Enviada em 20/11/2021

A afirmação “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, atribuída à filósofa de Simone de Beauvoir, refere-se a estagnação da sociedade referente à ajuda humanitária. Nesse viés, torna-se crucial analisar os motivos para ajudar os outros, dentre as quais se destacam: negligência governalmental.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que a inatividade do Estado potencializa a problemática da negligência governamental. Esse contexto de inoperância dos setores de poder exemplifica a teoria do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, surge as ajudas humanitárias que aparecem no momento crítico da vida das pessoas que passaram por alguma tragédia, como desabamento de suas respectivas casa por conta de chuvas torrenciais. Para a refutação do sociólogo, faz-se necessário intervenção estatal.

Além disso, é igualmente preciso apontar para a inércia da população frente às mazelas do cotidiano. Posto isso, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, somente pouco mais de 20% da sociedade está engajada em algum tipo de auxílo humanitário. Dianta de tal exposto, esse comportamento contradiz a natureza humana, na época das cavernas, os semelhantes precisavam ajudar uns aos outros na caça e cuidar da prole, assim, é possível que esse comportamento egoísta esteja atrelado às novas tecnologias que acabam por isolar o indivíduo em uma casta. Logo, é necessário retornar com as atividades coletivistas.

Portanto, para ajuda humanitária, urge que o Estado crie programas, como propagandas nas televisões brasileiras, por meio de investimento privado. Somente assim, mais pessoasfarão parte de grupos de ajuda e muitos irão obter o resgate necessário na hora da crise. Ademais, as propagandas devem passar no horário nobre, desta forma, irá alcançar o máximo de telespectadores. Assim, a população não terá de se habituar com a estagnação da sociedade referente aos problemas.