ENEM PPL 2013 - Cooperativismo como alternativa social

Enviada em 11/05/2021

De acordo com a lei 5764/71 presente na Constituição de 1988, denominam-se atos cooperativos aqueles praticados entre seus associados com fins e objetivos sociais. Entretanto, no Brasil muitas empresas tendem a ser privatizadas provocando uma série de problemas como o desmatamento, a desigualdade e com a introdução das cooperativas tudo isso é apaziguado. Diante disso, é fundamental buscar pelo cooperativismo como alternativa social, a qual pode ser refletida na questão socioeconômica e ambiental do país.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o cooperativismo corrobora para o desenvolvimento econômico do Estado. Nesse sentido, no Ceará um modelo de produção denominado COAPOI( Cooperativa Agropecuária dos Produtores Orgânicos da Ibiapaba), na qual foi criada com esse intuito social para fins lucrativos de subsistência a todos os integrantes de forma igualitária. Nessa lógica, conforme o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o homem é o reflexo do meio em que se integra, ou seja, o local em que ele está inserido é o que define suas possibilidades de vivência. Por consequência, é fato que esse modelo cooperativista tem beneficiado muitas famílias, principalmente aquelas em situações vulneráveis, como o caso supracitado cearense.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a questão ambiental é outro fator relevante. Isso acontece, pois ao decorrer dessas ações sociais a fauna e flora comunicam-se com as atividades cooperativas. Nesse viés, OCB/MS ( Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul) está ligada estritamente à sustentabilidade com 13 ramos de atividades econômicas voltadas diretamente para esse setor. Logo, o autor Peter Singer, aborda tal tema em seu livro “Ética Ambiental”, no qual defende a ação coletiva para preservar e sustentar espaços naturais, a fim de assegurar a sobrevivência de todos. Consequentemente, ações que são sociais em conjunto com a população são importantes, tanto para a ideia de preservação dos ambientes, bem como, para o desenvolvimento socioeconômico.

Depreende-se, portanto, que a questão econômica e ambiental contribuem para o progresso do cooperativismo. Sendo assim, cabe ao governo, juntamente com o Ministério da Economia- órgão responsável pela administração financeira brasileira- fomentar este ato corresponsável . Isso por meio de subsídios e infraestrutura que favorecem organizações da sociedade, a fim de solucionar fluidamente os impasses dessa conjuntura. Além disso, o Ministério da Educação deve orientar seus alunos com campanhas e palestras sobre a importância das atividades cooperativas. Como efeito, é de se esperar que todo esse processo promova o desenvolvimento sustentável e nacional do país.