ENEM PPL 2013 - Cooperativismo como alternativa social

Enviada em 26/04/2022

Segundo a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir a preservação ambiental e o bem-estar dos cidadãos. Contudo, apesar do imperativo legal, percebe-se uma secundarização do cuidado ecológico e uma marginalização das pessoas em situação de vulnerabilidade, o que fere os direitos previstos na Carta Magna. Neste contexto, o cooperativismo surge como mecanismo de mudança ao promover a sustentabilidade e a dignificação da vida, constituindo uma alternativa social para a garantia da qualidade de vida da população. Assim, é necessário discutir a importância das iniciativas conjuntas, além de propor meios de incentivo à ação coletiva.

A priori, o cooperativismo é uma ferramenta de sustentabilidade. Neste cenário, no filme “Horton e o mundo dos quem”, em que a população de um espaço artificial se une para reconstruir o ambiente natural, percebe-se a capacidade de transformação da ação conjunta. Por conseguinte, o trabalho coletivo afirma-se como mecanismo efetivo de mudança e reparação, o que provoca o desenvolvimento sustentável e a recuperação do ambiente, como mostrado no filme, fato que melhora a qualidade de vida e promove o bem-estar coletivo.

Em segunda análise, a ação conjunta é alternativa para a promoção da dignidade social. Dito isto, a iniciativa “TETO”, por exemplo, em que voluntários colaboram para a construção de moradias e estruturas dignas para pessoas em situação vulnerável, observa-se a importância do cooperativismo na dignificação da vida. Assim, a partir de projetos sociais, como a “TETO”, é possível garantir o acesso a direitos básicos à população marginalizada, o que contribui para a diminuição do processo de invisibilidade social e para a promoção da qualidade de vida.

Em síntese, o cooperativismo é alternativa para a transformação da sociedade. Sendo assim, o Estado deve, por meio do direcionamento de verbas, estimular a ação das iniciativas cooperativistas, a fim de ampliar o poder de atuação das organizações e, assim, estender os direitos constitucionais ao maior número possível de indivíduos. Dessa forma, promove-se o cuidado coletivo com diversas esferas sociais e a qualidade de vida da população. Ademais, forma-se, a longo prazo, uma sociedade estruturada para as próximas gerações.