ENEM PPL 2014 - O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa?

Enviada em 11/08/2021

Rolezinho é um neologismo para definir um tipo de coordenação de encontros simultâneos de centenas de pessoas, em locais como praças, parques públicos e shopping centers. Surgiram no ano de 2012, juntando características de bailes funk, que há anos aconteciam nos bairros pobres das cidades, com encontros nos quais adolescentes conhecem ídolos das redes sociais. Por mais que parece um passeio inocente, ao longo dos anos os rolezinhos levantaram um debate importante à estrutura social brasileira, que é a discriminação social e racial.

Primeiramente, é importante ressaltar que, por ser um evento que tomou uma proporção muito grande em muito pouco tempo, tornou-se um alvo para as mídias nacionais e internacionais. Na qual uma das reportagens contia um video que mostrava jovens, negros e pessoas mais pobres, sendo maltratados em lugares públicos. O vídeo que a emissora colocou ao ar teve muita repercussão, tanto que o famoso MC frog (cantor de funk) comentou na rede facebook a seguinte frase: “os jovens só queriam se divertir e por causa do jeito que se vestiam e pela cor da sua pele acabaram por ter que passar por essa humilhação".

Além disso, segundo o site brasil escola o índice de jovens enquadrados pela polícia pelos rolezinhos aumentou significativamente nos últimos 5 anos, cerca de 43%. Muitas vezes eles não estavam fazendo nada de errado, mas eram confundidos com arrastões nos ambientes públicos. Por ser um movimento social que envolve muitas pessoas, o ambiente dos shoppings não possui uma estrutura adequada para suportá-los, portanto, o Estado deve reunir-se com os organizadores para que o evento possa usufruir de segurança, infraestrutura adequada, apoio e incentivo.

Infere-se, portanto, que o preconceito que os jovens “rolezeiros” sofrem é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir um ambiente mais agradável entre os policiais e os jovens, por meio de uma lei na qual o jovem pode denunciar policiais por preconceito, a fim de atenuar esta prática na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Além disso, cabe ao Estado participar ativamente no processo de organização do rolezinho, de modo que a segurança seja a principal preocupação. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre a diferença dos rolezinhos e arrastões. Assim o movimento rolezinho poderá continuar de forma agradável e pacífica.