ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 13/03/2026

Embora a educação seja a base para o progresso da nação, a realidade brasileira reflete o que Sigmund Freud disse: “A civilização é, em grande parte, responsável pelas desgraças humanas”. Sendo assim, essa falha estrutural manifesta-se na histórica negligência em relação ao professor, cuja carreira é marcada por baixos salários, condições precárias de trabalho e reduzido prestígio social. Nessa perspectiva, a desvalorização do professor se da através da omissão governamental e da inércia da mídia.

Sob esse viés, a valorização do professor no Brasil é negligenciada por uma estrutura estatal que falha em cumprir seu papel. Sob a ótica de Thomas Hobbes, o Estado deveria assegurar o bem-estar coletivo, mas a realidade é marcada por baixos salários e infraestrutura precária, revelando uma insuficiência de investimentos públicos. Portanto, ao manter os profissionais da educação em condições de trabalho degradantes e sem o devido reconhecimento, o sistema perpetua o apagamento de vozes essenciais e a marginalização do saber.

Todavia, observa-se uma profunda inércia da mídia, que falha em seu dever informativo ao não denunciar sistematicamente as condições precárias de trabalho e a defasagem salarial. Esse silenciamento midiático desestimula o engajamento coletivo e reforça a percepção de que a desvalorização do professor é um problema naturalizado, e não uma falha estrutural que urge ser corrigida.

Em suma, medidas são necessárias para reverter o histórico desafio de valorização do professor no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação — responsável pela administração dos recursos educacionais do país —, promover uma reestruturação da carreira docente. Essa ação deve ocorrer por meio do aumento dos salarios e do investimento direto na infraestrutura das escolas públicas garantindo que o ambiente de trabalho seja digno e motivador. Paralelamente, é necessário que os grandes veículos de comunicação rompam com sua inércia, inserindo o debate sobre a precarização do magistério em suas pautas principais, a fim de mobilizar a opinião pública e desnaturalizar as “desgraças humanas” citadas por Freud, garantindo, enfim, o prestígio social que a profissão exige.