ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor
Enviada em 14/03/2026
De acordo com a Constituição Federal de 1988, promulgada em 1988, o artigo 6 garante o bem-estar social a todos os cidadãos. Entretanto, esse direito não contempla plenamente toda a população, uma vez que a valorização histórica do professor ainda representa um desafio no país. Sob esse viés, é necessário destacar alguns fatores responsáveis por essa problemática: o legado histórico e o individualismo presente na sociedade.
Diante desse cenário, é importante pontuar que há, no Brasil, uma preocupante percepção retrógrada da sociedade diante desse entrave. No período colonial, quando o ensino era conduzido pela Companhia de Jesus, a profissão docente não era devidamente valorizada e enfrentava graves entraves estruturais. Sob tal ótica, observa-se que essa herança histórica contribui para a permanência de concepções ultrapassadas acerca da relevância do educador, fazendo com que parte da sociedade naturalize essa desvalorização. Assim, tal mentalidade social acaba perpetuando a falta de reconhecimento e prestígio destinados à figura do professor no Brasil.
Outrossim, aponta-se a existência de uma falta de empatia da população em relação a esses profissionais. Segundo Aristóteles, filósofo grego, o ser humano é naturalmente um ser social, apto a viver em coletividade em busca do bem comum. Todavia, na sociedade contemporânea, o amplo acesso a fontes de informação faz com que, muitas vezes, o conhecimento do professor seja questionado ou subestimado. Assim, esse comportamento contribui para a desvalorização e para a falta de reconhecimento do papel fundamental desempenhado pelo educador.
Portanto, cabe ao Poder Legislativo — órgão responsável pela elaboração e aprovação de leis no país — promover, por meio do direcionamento de verbas governamentais, a criação de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho aos docentes e incentivem o respeito à figura do professor no ambiente escolar. Dessa forma, será possível reduzir concepções ultrapassadas e atitudes individualistas, assegurando, na prática, o que está previsto na Carta Magna.