ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 28/10/2019

Desde a antiguidade, professores são responsáveis pela formação intelectual das mais altas classes sociais. Com o tempo, uma vez democratizado o acesso à educação, a classe docente encontra desafios quanto ao reconhecimento do seu valor. Isso se deve, sobretudo, à manutenção de seu pequeno salário, bem como ao reflexo do descaso com a educação. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista mudar isso.

A princípio, convém ressaltar que, mesmo bem quisto há séculos, a profissão do professor nunca foi sinônimo de alta remuneração. A exemplo, os jesuítas -primeiros “educadores” do país- obtinham sua renda de outras atividades, dado o baixo honorário pago pela coroa. Atualmente, mesmo aperfeiçoada e exercida por milhares de profissionais formados, a profissão lida com a manutenção de baixos salários e com a perpetuação do pouco reconhecimento por àqueles que propagam o saber.

Concomitante a isso, o descaso para com a educação reflete diretamente na desvalorização do professor. Ao passo em que o docente vê-se encarregado de, além de instruir academicamente os alunos, compensar a precariedade da infraestrutura ofertando uma educação cultural e moral, este se sobrecarrega. Assim, quando falham ao desempenhar ambas as funções, são responsabilizados pelos erros estatais e perdem seu valor para a sociedade.

Logo, fica clara a necessidade de reverter esse quadro. Posto isso, cabe ao Estado dar o primeiro passo para valorizar o professor, ofertando uma infraestrutura adequada para que possa focar em desempenhar seu papel de educador. Para isso, firmar parcerias com a iniciativa privada -que dispõe de mais recursos financeiros e metodológicos de administração pedagógica- é uma alternativa. Feito isso, o segundo passo é aumentar o salário do professor, uma vez que, desempenhando melhor seu papel, torna-se merecedor de uma valorização financeira. Desse modo, o docente adquiriria um maior respeito da sociedade, haja vista o valor que se dá ao poder aquisitivo em detrimento do conhecimento; bem como otimizaria seu desempenho na formação dos cidadãos do amanhã.