ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 22/05/2020

A filosofia educacional de Jean-Jacques Rosseau retrata o formato educativo que seria dirigido ao jovem, buscando a finalidade de prepará-lo para a vida em sociedade. Nesse contexto, Jean ainda descreve em sua teoria a importância do vigilante de ensino, comumente chamado atualmente de professor, demonstrando o exercício inestimável desses profissionais na formação do indivíduo. No entanto, no Brasil, o histórico desafio de se valorizar o educador é recorrente. Desse modo, pode-se apontar os antagonismo que estão relacionados aos estigmas culturais referentes à profissão e à precária condição econômica disponibilizada ao setor de ensino.

Em primeiro plano,  o pensamento cultural para com a profissão de educador é problemático. Aristóteles, filósofo grego, aponta a educação como valor inestimável à vida comunitária. Nesse sentido, entretanto, o pensamento aristotélico é deturpado por fatores sociais, visto que o preconceito direcionado aos  técnico educativos é transcrito na sociedade como valor mínimo para a construção da atividade cidadã - já que esse comportamento  induz a uma reprodução coletiva do problema e, assim, contribui para a perda de credibilidade da carreira e do agente que trabalha nesse campo. Dessa forma, os estigmas sociais impede a concretização do pensamento do filósofo.

Ademais, a questão econômica ligada ao campo de ensino corrobora para o retrocesso da imagem dos professores. A falta de incentivo fiscais limitada à educação manipula para que ocorra o contratempo de legados sociais dos educadores, uma vez que com a baixa remuneração infere nas camadas sociais o pensamento do “não vale a pena seguir”, ou seja, é prejudicial se inserir nessa carreira - pois com ganhos reduzidos presumi que a profissão não é suficiente economicamente para viver. Dessa maneira, o reconhecimento negativo é transmitido em todas os setores da educação por conta de condições monetárias  e, nesse cenário, faz-se crucial a constituição de 1988 a qual assegura a dignidade da pessoa humana e a paridade social.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas a fim de mitigar o problema. Primeiramente, o MEC e os governos estaduais, criem bolsas financeiras, que, por intermédio do orçamento dos governos estaduais, sejam distribuídas quantidades substanciais a professores - essas garantias devem possuir a permanência desse ganho introduzido no salário- com a finalidade de reduzir o pensamento retrógrado fixado a profissão de ensino. Além disso, o Mec deve demonstrar, por meio de redes sociais e cartilhas digitais, a inestimável ação do técnico da educação para  o aprimoramento da atividade social da população- buscando valorizar o educador. Logo, com essas iniciativas os embates antagônicos serão vencidos pela teoria educacional positiva de Jean-Jacques Rosseau.