ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor
Enviada em 11/08/2020
A Constituição brasileira menciona, em seu artigo sexto, que a educação é um direito universal. Percebe-se, entretanto, que não existe a plena concretização dessa garantia, principalmente no que concerne à histórica luta dos professores pela valorização profissional. Nesse contexto, a questão se agrava não só pela falta de respeito dos alunos, mas também pela inércia estatal em criar políticas eficientes de gestão de carreiras.
Em primeira análise, vê-se muita falta de respeito com os professores. Nesse sentido, segundo reportagem do Portal G1, quase metade do público educador entrevistado afirma já ter presenciado situações constrangedoras em sala de aula, motivadas, muitas vezes, pela falta de orientação dos pais que, há tempos, não mais conversam com os filhos sobre a importância do mestre (seja por falta de tempo ou de experiência em ensino). Sob essa ótica, é inaceitável não tomar providências, como debates com alunos e com responsáveis, a fim de evidenciar a necessidade de tolerância, a ser praticada desde a infância.
Ademais, enfrenta-se, por vezes, a histórica letargia do Estado na criação de planos de carreira efetivos na área da educação. Nesse cenário, o filósofo Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado garantir o bem-estar, e isso, hodiernamente, deve se refletir em projetos de crescimento profissional dos professores, a fim de valorizar os seus serviços e a sua dedicação, por meio da oferta de cursos e de benefícios financeiros subsequentes. Sob esse prisma, a atual falta de investimentos na área vai de encontro à proposta de Hobbes, uma vez que explicita a displicência e a incapacidade estatal em lidar com a problemática.
Infere-se, portanto, que a histórica desvalorização dos professores é um entrave no país. Nessa conjuntura, cabe ao governo federal promover a valorização do educador, por meio da oferta de palestras instrutivas em instituições de ensino e da criação de planos de carreira atrativos, com o auxílio de governantes locais. Espera-se, com isso, valorizar a profissão e efetivar o direito à educação previsto na Carta Magna.