ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor
Enviada em 11/09/2020
A série “Anne with an E”, baseada no romance “Anne de Green Gables”, de Lucy Moud Montgomery, tem como um de seus focos a relação de Senhorita Stacy e seus alunos, baseada em encorajamento estudantil e na luta por direitos iguais, mudando a vida de diversos jovens. Fora do âmbito ficcional, atitudes como a dela são constantes, mostrando que, além da exercer sua função básica de lecionar, os professores possuem um amplo papel e importância na contemporaneidade. Entretanto, esse contexto, apesar de essencial aos indivíduos e sua construção, segue em plano precário e desvalorizado pela sociedade brasileira e autoridades.
Primeiramente, é necessário destacar o valor do professor na sociedade atual. Fundamentalmente, um educador é responsável por transmitir os conhecimentos adquiridos em sua graduação. Não obstante, socialmente, de encontro à linha de raciocínio de Freud, pai da psicanálise, as experiências iniciais têm forte influência na vida adulta e, portanto, o orientador tem grande relevância na formação individual. Desse modo, um profissional dotado de atitudes motivadoras e encorajadoras, por exemplo, auxilia na construção de caráter e personalidade e, por consequência, é capaz de transformar trajetórias que seriam “perdidas”.
Em contraposição ao seu mérito, essa profissão encontra-se em estado de menosprezo pela sociedade e seus componentes. Em um país posicionado em uma crescente de cortes de verba educacional, o trabalho dos educadores é dificultado diante do pouco interesse e indiferença dos cidadãos. Segundo o sociólogo Charles Mills, a negligência estatal é a maior causa dos problemas sociais que, neste caso, afetam tanto o corpo docente quanto o discente. Isto posto, dispondo de poucos recursos e salários, os orientadores possuem menor disposição e metodologia e, da mesma maneira, decai a qualidade de ensino e formação pessoal do aluno.
Destarte, é notório o papel crucial do professor na sociedade contemporânea e, são imprescindíveis medidas e soluções sistêmicas capazes de concretizar sua importância. Cabe, portanto, ao Governo Federal, investir uma maior e justa porção de seu orçamento na Educação, de maneira a propiciar melhores condições ao corpo escolar, otimizando a qualidade do ensino. Ademais, por intermédio do Ministério da Educação, fornecer cursos e projetos profissionalizantes que agreguem aos docentes, gerando o aperfeiçoamento de conteúdos e metodologias e, por conseguinte, sua postura em sala de aula. Com essas ações, será formada uma sociedade que dá o devido valor aos que estão por trás de um dos pilares de sua estrutura: a educação.